Goiânia recebe sonoridade única de Siba e a Fuloresta no Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

Ciranda, maracatu de baque solto, coco e frevo. A música regional da Mata Norte, no Pernambuco. Estética incomparável, sonoridade singular. Esses são os únicos rótulos em que se encaixam no grupo Siba e a Fuloresta, que se apresenta pela primeira vez em Goiânia dentro da programação do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), no próximo dia 27 Siba é considerado um dos principais mestres da nova geração da ciranda e do maracatu. Em 2002, ele se reuniu com um grupo de músicos tradicionais da pequena cidade de Nazaré da Mata (PE), para formar a Fuloresta. A banda teve seu primeiro disco lançado no ano seguinte, seguido de turnês europeias entre 2004 e 2009 e um segundo disco, com a participação de artistas como Céu e Fernando Catatau.

Atualmente, eles só se reúnem para apresentações especiais, como essa preparada para o Figo 2014. “A banda desenvolveu uma linguagem única de trabalhar junto e é como se fossemos um corpo vivo, que é maleável, vai adquirindo novos órgãos e jogando outros elementos fora”, explica o músico, acrescentando que o show da Fuloresta é uma história contada ao vivo.

Siba está em período de gravação do seu próximo disco solo, que deverá ser lançado perto do Carnaval de 2015. Ele explica que os anos de estrada vão gerando uma evolução musical e uma renovação, mesmo quando se trata de uma estética específica como é o caso da banda. “Você não vai encontrar outro som como o do grupo, porque ele é muito específico e representativo do lugar de onde vem. A Fuloresta se propõe a divulgar esses ritmos e representá-los de forma didática, mas isso não exclui a renovação e a criação em cima dessa estética.”

Sobre os gêneros em que se encaixa a sonoridade do grupo, Siba é enfático ao afirmar que, na atualidade, os rótulos não dão mais conta da produção musical. “Existe uma forte carga estereotipada dos gêneros regionais, mas não é mais possível territorializá-los.” Como exemplo, o músico cita o jazz e o blues, que podem ser produzidos em qualquer lugar e diversas formas, e não mais só pelos norte-americanos.

“A diversidade musical no país e no mundo está muito mais visível agora. Acho que esse diálogo é fundamental e, por isso, é tão importante que esteja sendo realizado um festival como o Figo”, conclui.

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Fotos: Divulgação

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