Orquestra Filarmônica de Goiás encerra Figo 2014

Déborah Gouthier

Casa lotada, silêncio absoluto, pontualidade e uma apresentação magistral. Esses foram os componentes que marcaram o concerto da Orquestra Filarmônica de Goiás na manhã de domingo, 28, para o encerramento da edição 2014 do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo).

Mais uma vez, a Filarmônica esteve impecável e deixou a sua marca registrada no Figo. Com o Palácio da Música, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, lotado pelo terceiro dia consecutivo, os músicos apresentaram clássicos de Beethoven e Mozart. A apresentação foi coroada com a participação do músico Cláudio Cruz, regente e violinista, convidado pela orquestra.

Jovens, famílias, crianças e idosos aplaudiram calorosamente a Abertura Rei Estevão, de Beethoven, seguida por números do Concerto nº 4 para Violino e Orquestra em Ré Maior, de Mozart. Após um breve intervalo, Cláudio Cruz voltou como regente para a Sinfonia nº 8 em Fá Maior, de Beethoven, que deixou o público hipnotizado.

A apresentação da Orquestra Filarmônica de Goiás encerra uma programação de três fins de semanas, integrando as cidades de Alto Paraíso, Pirenópolis e Goiânia. O Figo 2014 teve sucesso absoluto de público e trouxe, gratuitamente, 33 atrações inesquecíveis ao público goiano, com nomes como Hermeto Pascoal, Septeto Santiaguero e Cuca Rosetta, além de várias apresentações de artistas locais. Sucesso absoluto por onde passou, o festival se firma como um grande evento na programação cultural do Estado de Goiás e cumprindo com excelência seus objetivos na democratização da música clássica, erudita e instrumental.

Sindicato dos músicos concede título a Ricardo Leão durante Figo 2014

Déborah Gouthier

O pianista goiano Ricardo Leão foi o artista homenageado pelo Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), nesta edição 2014. Ele se apresentou no sábado, dia 27, em um show impecável, que mostrou um pouco do seu trabalho, que é reconhecido em todo o país. Além disso, o músico foi surpreendido com a entrega de um diploma de Honra ao Mérito, por parte do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado de Goiás.

O presidente do sindicato, o baterista Moka Nascimento, é amigo de infância de Ricardo Leão e, por isso, foi o responsável pela entrega da homenagem. Ele afirmou que o diploma é apenas simbólico, porque não chega à altura do trabalho do pianista, que tem levado a música de Goiás para o Brasil e o exterior. Emocionados, os músicos afirmaram que o reconhecimento, o aplauso e o sorriso do público são as maiores felicidades que um artista pode ter.

Ricardo Leão e Siba e a Fuloresta arrebatam público do Figo 2014

Déborah Gouthier

A noite de sábado, 27, segundo dia do último fim de semana do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), em 2014, deslumbrou a plateia que, mais uma vez, encheu o Palácio da Música, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Os grandes nomes da noite foram o pianista e arranjador goiano Ricardo Leão e o grupo pernambucano Siba e a Fuloresta.

Além de uma das atrações mais marcantes do Figo 2014, Ricardo Leão também foi escolhido como o músico homenageado pelo festival. Por isso, ele conduziu seu show com extrema emoção e repertório variado, que mostrou um pouco de sua rica carreira. Entre as músicas, ele agradeceu enfaticamente à homenagem e reforçou a importância de festivais como o Figo para músicos iniciantes.

O músico também dedicou algumas das canções aos seus amigos da música goiana e familiares que o estavam prestigiando na plateia e aos diversos professores que lhe abriram caminho nas artes. Citando Wilson das Neves, o músico afirmou que “quem me ensinou, sabia” e homenageou seus mestres com a canção “Encontros e Despedidas”, composição dele e letra de Milton Nascimento. Em um encontro fraterno, ele também convidou ao palco o baixista Bororó, com quem tocou uma de suas composições, homenageando Goiânia. Comovido, Ricardo Leão encerrou o show com a canção composta para o seriado da Rede Globo “Sexo e as Nêga”, uma de suas muitas trilhas para a TV.

Em seguida, foi a vez de o público transformar o Palácio da Música em uma grande ciranda, na apresentação de Siba e a Fuloresta. A plateia abandonou as cadeiras e se postou na frente do palco, disposta a dançar e brincar, embalados pela sonoridade singular dos músicos de Nazaré da Mata (PE). O músico Siba já iniciou o show anunciando: “Nós viemos de Pernambuco para fazer festa para vocês e começou agora!”

Com repentes, coco, frevo, maracatu de baque solto e muita alegria, o grupo fez o público vivenciar a música como no verdadeiro carnaval pernambucano. Siba se disse honrado em ter a oportunidade de encerrar o festival e prometeu voltar logo a Goiânia. Ao fim do show, toda a banda desceu para a plateia, onde continuou tocando, improvisando e impressionando com toda a sua energia.

O show de Siba e a Fuloresta foi a última das apresentações noturnas do festival, que se encerra na manhã deste domingo, 28, com o aguardado espetáculo da Orquestra Filarmônica de Goiás.

Público se impressiona com apresentações locais do Figo 2014 em Goiânia

Déborah Gouthier

O Centro Cultural Oscar Niemeyer recebeu, neste sábado, 27, mais uma noite de espetáculos promovidos pelo Festival Internacional de Música em Goiás (Figo). O público, entusiasmado, não poupou aplausos para saudar os artistas locais que se apresentaram nesta segunda noite de shows do Figo 2014 em Goiânia: Assum Trio e Maracatu Alto do Riviera.

A abertura dos shows foi realizada pelo grupo de percussão composto por 14 integrantes e conduzido pelo experiente músico Rodrigo Kaverna. Assim como o Bake Batuke, que se apresentou no festival na noite de sexta-feira, 26, o Maracatu Alto do Riviera é um dos grupos formados pelo coletivo Ninho Cultural, fundado na Zona Leste de Goiânia. Segundo Kaverna, o objetivo do grupo, que já tem sete anos de estrada, é oferecer e levar música gratuitamente à periferia da cidade, mas também levar a música das periferias para o público em geral, como foi oportunizado na apresentação desta noite. O grupo que tem integrantes de diferentes idades e uma apresentação baseada em percussão, voz e dança, realizou uma grande festa musical, encerrada com um cortejo pelo Palácio da Música.

Em seguida, foi a vez do Assum Trio mostrar a qualidade ímpar da música instrumental em Goiás. Formado por Diones Correntino, Johnson Machado e Fabiano Chagas, músicos e professores da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás, o grupo já tem seu talento reconhecido na capital goiana. Os originais piano, clarinete e violão também tiveram o acompanhamento da percussão, deixando o trabalho musical ainda mais diversificado. O repertório do grupo foi aplaudido com entusiasmo e caminhou do jazz aos clássicos da música instrumental brasileira.

Esta segunda e última noite de shows do Figo 2014 em Goiânia seguiu com as apresentações do pianista goiano Ricardo Leão e o grupo pernambucano Siba e a Fuloresta. A Orquestra Filarmônica de Goiás se apresenta no domingo, dia 28, encerrando os três fins de semanas do festival, repletos de arte e musicalidade por Alto Paraíso, Pirenópolis e Goiânia.

Jam session inesperada é destaque na primeira noite do Figo 2014 em Goiânia

Déborah Gouthier

Como se já não fosse espetáculo suficiente receber o “mago” da música brasileira, Hermeto Pascoal, o Palácio da Música foi palco de um encontro inesperado e encantador nesta sexta-feira, 26, promovido pelo Festival Internacional de Música em Goiás (Figo). As duas grandes atrações da noite, Hermeto e os argentinos da Escalandrum, se reuniram em uma apresentação improvisada, mostrando a força da verdadeira world music.

A banda Escalandrum se apresentou primeiro, como o terceiro show da primeira noite do Figo 2014 em Goiânia. O grupo, formado por seis componentes, é liderado pelo baterista Daniel Piazzolla, neto do inesquecível reinventor do tango, Astor Piazzolla. Prestes a celebrar seus 15 anos de estrada, o Escalandrum mostrou um trabalho consolidado e que deixou impressionado o público que lotava o Centro Cultural Oscar Niemeyer.

Em seguida, o encerramento da noite ficou por conta de Hermeto Pascoal e sua impecável banda. Acompanhado de outros seis artistas, o multi-instrumentista alagoano mostrou a mágica da música brasileira, com o que há de mais autêntico nela: cor, ritmo e sinceridade. A apresentação é um show à parte, regido magistralmente por Hermeto: coros do público; barulhinhos, corpo e brinquedos usados como percussão; jazz; ciranda e até um número totalmente produzido pelo som de canos de alumínio.

Quando o público pensou que já havia encantamento suficiente para uma noite, Hermeto Pascoal chamou Daniel Piazzolla ao palco para, juntos – Escalandrum e Hermeto Pascoal e banda -, fazerem uma homenagem ao “Velho Piazzolla”. Espontâneo, o músico brasileiro afirmou: “eles vão tocar o número que eles têm, e nós vamos improvisando aqui. Eles vão tocar e eu vou atrapalhar”, explicou, antecipando uma jam session que entra para a memória do público do festival.

O Figo continua em Goiânia, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, durante este fim de semana, e encerra sua temporada 2014 no domingo, com apresentação da Orquestra Filarmônica de Goiás, às 11 horas.

Percussão e quinteto instrumental abrem Figo 2014 em Goiânia

Déborah Gouthier

O ultimo fim de semana da 2ª edição do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo) já começou comprovando a consolidação do evento como um grande encontro da música instrumental. No primeiro dia de apresentações em Goiânia, realizadas na sexta-feira, 26, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, o festival recebeu os grupos Bake Batuke e Fabiano Chagas Quinteto, numa verdadeira demonstração da diversidade musical produzida em Goiás.
O primeiro a se apresentar foi o Bake Batuke, formado por alunos de percussão do professor e idealizador do coletivo Ninho Cultural, Rodrigo Kaverna. Com instrumentos produzidos de material reciclado e a força rítmica que só os batuques da percussão são capazes, o grupo abriu a primeira noite do Figo 2014 em Goiânia em grande estilo.
Em seguida, foi a vez de Fabiano Chagas Quinteto subirem ao palco do Palácio da Música, com a formação de piano, baixo, bateria, saxofone e a guitarra marcante de Fabiano Chagas. Ele, que é compositor, violonista, guitarrista e professor da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás, conduziu o grupo com um rico repertório que foi do jazz ao choro, com canções como o clássico “Espinha de Bachalhau”, composto por Severino Araújo.
A primeira noite do Figo 2014 em Goiânia teve ainda as apresentações de Escalandrum e Hermeto Pascoal. No sábado, chegam aos palcos e ao grande público do festival nomes como Ricardo Leão e Siba e a Fuloresta

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Figo 2014 é realizado neste fim de semana em Goiânia

O Festival Internacional de Música em Goiás (Figo) encerra sua edição 2014 neste fim de semana, entre os dias 26 e 28, com apresentação de nove atrações musicais no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON). O evento é realizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás). A entrada é gratuita.

O Figo 2014 foi sediado em Alto Paraíso, entre 12 e 13 de setembro; em Pirenópolis, nos dias 19 e 20; e agora chega a Goiânia para ser encerrado neste fim de semana.

No Centro Cultural Oscar Niemeyer, se apresentam o arranjador e multi-instrumentista alagoano Hermeto Pascoal, considerado um dos maiores gênios da música internacional em atividade; Siba e a Fuloresta, a combinação de um dos principais mestres da nova geração da ciranda e do maracatu com um grupo de músicos tradicionais do Pernambuco; além da banda Escalandrum, um sexteto argentino de música instrumental criado pelo neto do grande astro do tango Astor Piazzolla.

Também sobe ao palco do Palácio da Música, no CCON, o músico goiano Ricardo Leão. Pianista, arranjador, compositor, produtor e diretor musical, Ricardo Leão é um dos músicos mais atuantes na cena musical brasileira. Acumula premiações, como o prêmio Sharp, pela produção musical de Por onde andará Stephen Fry?, de Zeca Baleiro, e traz ainda sua assinatura em aproximadamente 300 discos. Além de atração, Ricardo Leão é o homenageado do Figo 2014.

Entre as apresentações de grupos goianos, estão Bake Batuke, Fabiano Chagas Quinteto, Maracatu Alto do Riviera e Assum Trio. O encerramento do Figo 2014 ficará por conta da Orquestra Filarmônica de Goiás, consagrando o festival como uma verdadeira vitrine do estilo erudito e da vitalidade da produção musical mundial.

Programação em Goiânia:

Sexta-Feira, 26 de setembro – Centro Cultural Oscar Niemeyer

19h30 – BAKE BATUKE
20h30 – FABIANO CHAGAS QUINTETO
21h30 – ESCALANDRUM (ARGENTINA)
22h30 – HERMETO PASCOAL (AL)

Sábado, 27 de setembro - Centro Cultural Oscar Niemeyer

19h30 – MARACATU ALTO DO RIVIERA
20h30 – ASSUM TRIO
21h30 – RICARDO LEÃO (GO)
22h30 – SIBA E A FULORESTA (PE)

Domingo, 28 de setembro - Centro Cultural Oscar Niemeyer

11h – ORQUESTRA FILARMÔNICA DE GOIÁS

Maestria, simpatia e swing dão tom na última noite do Figo em Pirenópolis

Texto: Déborah Gouthier

Maestria, simpatia e swing – três palavras na boca e na memória do público que prestigiou a segunda noite de shows do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo) em Pirenópolis. Entre as sete atrações apresentadas neste sábado, 20, a combinação impecável de Fronteiras Imaginárias, o talento de Maíra Freitas e a presença contagiante do Septeto Santiaguero entram para a história do festival.

O charme e a simpatia de Maíra Freitas preencheram o Teatro Sebastião Pompeu de Pina, com sua mistura de samba e erudito. A artista se apresentou ao piano, mas também nos teclados, barulhinhos e no requebrado, acompanhada apenas pela bateria. Ela sambou e fez o público cantar, com canções de sua autoria como “Corselet” e inesquecíveis nomes do samba, como “O show tem que continuar” e “Disritmia”, de seu pai, Martinho da Vila.

Em seguida, o teatro também recebeu Fronteiras Imaginárias, capitaneado pelo saxofonista colombiano Antonio Arnedo e o pianista brasileiro Benjamim Taubkin. Acompanhados pela bateria e contrabaixo, eles explicaram que, apesar da diferença de nacionalidades, a formação e as referências musicais semelhantes da América Latina permitem que os músicos se apresentem “como se fossem um só lugar” – o que explica o nome do projeto. Impecáveis, eles trouxeram canções de um álbum que deverá ser lançado em breve, como “Mariana” e “Benjamin”.

As apresentações do Figo 2014 em Pirenópolis foram encerradas em grande estilo com a elegância do Septeto Santiaguero, considerado como um dos mais importantes septetos tradicionais cubanos do mundo. Com o ritmo e o swing da música tradicional de Cuba, eles apresentaram um caloroso show de ritmos alegres e picantes. Os arranjos de dança dos próprios componentes do grupo eram um motivo a mais para não deixar ninguém parado, com as canções do disco “Vamos pa’la fiesta”, e alguns números inesquecíveis como “Guantanamera”.

A próxima parada do Figo 2014 é na capital goiana, onde o festival será sediado entre os dias 26 e 28 de setembro, no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

Artistas locais entusiasmam plateia de Pirenópolis no Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

O Festival Internacional de Música em Goiás (Figo) encerrou sua temporada em Pirenópolis com muita dança, tradições e talento. Neste sábado, 20, segunda e última noite do festival na cidade, os artistas locais deram um verdadeiro show, com as apresentações do grupo Flor de Pequi, Júlio Lemos e Gabriel Grossi, Chico Chagas e Jeferson Leite e Trio Gavião.

A primeira apresentação da noite ficou por conta do folclore e das tradições do Flor de Pequi. O grupo formou uma grande roda de brincadeira, que envolveu o público de todas as idades, em uma rica e lúdica integração intergeracional, embalada por canções tradicionais e folclóricas. Em seguida foi a vez do violão de sete cordas de Júlio Lemos e da gaita de Gabriel Grossi tirarem o fôlego da plateia do Cine Pireneus. Acompanhados apenas de um pandeiro, o então trio encantou com sucessos de Guinga a Piazzolla e um bis memorável com “As rosas não falam”, de Cartola.

As atrações locais continuaram com a apresentação de Chico Chagas e seu acordeom. Acompanhado de contrabaixo e bateria, ele comoveu a plateia com autênticos números da música brasileira com releitura jazzística, como fez com o clássico “Juazeiro”, de Luiz Gonzaga. Por fim, no Palco do Rosário, Jeferson Leite e Trio Gavião encantaram com o forró de rabeca, com a tradição rítmica nordestina do combinado entre zabumba, percussão e triângulo. O público, animado, dançou o forró pé de serra, enchendo a Rua do Lazer.

A programação da última noite do Figo em Pirenópolis teve ainda Fronteiras Imaginárias, Maíra Freitas e o swing do Septeto Santiaguero. A próxima parada do festival é em Goiânia, nos dias 26, 27 e 28 de setembro, no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

Público se encanta com ecletismo do Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

A cidade de Pirenópolis recebeu nesta sexta-feira, 19, a primeira noite de shows da segunda edição do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo). Das 33 atrações programadas para o festival, quatorze se apresentam na cidade, sendo sete em cada dia. O público se encantou com o ecletismo e a diversidade das apresentações, que reforçaram o conceito do Figo de intercambiar a música instrumental e erudita com a cultura popular.

As apresentações da noite tiveram início com o show do Grupo Euterpe. Com pandeiro, violão de sete cordas e clarinete, eles fazem um resgate dos chorinhos que marcaram a história da cidade de Pirenópolis. Em sequência, foi a vez de Evaldo Robson Quarteto entusiasmar a plateia com um repertório que foi de Pixinguinha a Astor Piazzolla, orientados pelo saxofone e flauta de Evaldo Robson. Ele finalizou o show com um belo pot-pourri em celebração à música brasileira.

O violonista Jorge Luiz também subiu ao palco e se apresentou com a casa cheia. Ele tocou alguns solos de violão, incluindo clássicos como os de Heitor Villa-Lobos. Muth Lopes e Banda foram os representantes da música produzida em Anápolis. O compositor e violonista apresentou canções autorais, que estão presentes em seu último disco, gravado ainda neste ano. Por fim, foi a vez do baterista pirenopolino Ricardo de Pina, que se apresentou em quarteto, em um show para honrar a sua cidade natal.

O público prestigiou e apoiou o evento, lotando o Teatro Sebastião Pompeu de Pina e o Cine Pireneus – edifícios históricos e de imenso valor cultural para a cidade, que receberam alguns dos shows. As últimas apresentações da noite foram no Palco do Rosário, montado acima da Rua do Lazer, que tem fluxo constante de turistas e moradores.

Ritmos sul-americanos e swing pernambucano embalam primeira noite do Figo em Pirenópolis

Texto: Déborah Gouthier

O Festival Internacional de Música em Goiás (Figo) chegou em grande estilo em Pirenópolis nesta sexta-feira, 19. Além das várias atrações locais da noite, o público também pode conferir os shows do duo Finlandia e da Orquestra Contemporânea de Olinda, com apresentações contagiantes.

O duo Finlandia é formado pelo argentino Maurício Candussi e o brasileiro Raphael Evangelista. Eles apresentam uma música experimental e inovadora, que mistura bossa nova e tango, huayno, saya, baião, candomblé e outros tantos ritmos tipicamente sul-americanos, tocados com violoncelo, acordeão, teclado, sons eletrônicos e coros de vozes. Os músicos, que demonstravam completa harmonia, elogiaram a beleza histórica do Teatro Sebastião Pompeu de Pina e definiram o show como um “passeio pelos países do nosso continente”.

O último show da noite ficou por conta do ritmo da Orquestra Contemporânea de Olinda. A apresentação deixou o palco do Rosário lotado e colocou todo mundo para dançar com as músicas autorais e alguns clássicos do carnaval pernambucano. A banda declarou estar impressionada com a energia do público goiano. Com animação e uma integração impecáveis, o show entra para a história do festival e da banda, por ser a primeira apresentação do grupo em Goiás.

O Figo 2014 continua em Pirenópolis neste sábado, com apresentações de outras sete atrações a partir das 18 horas. Entre os destaques, nomes como Maíra Freitas e o Septeto Santiaguero.

Figo 2014 chega a Pirenópolis nesta sexta-feira

Após passar por Alto Paraíso no último fim de semana, nos dias 12 e 13 de setembro, o Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), edição 2014, chega nesta sexta-feira, 19, e no sábado, 20, a Pirenópolis. O Figo 2014 é realizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás), e oferece ao público toda a programação gratuita.

Ao todo, o Figo 2014 traz 33 apresentações artísticas com shows em Alto Paraíso, Pirenópolis e Goiânia. Em Pirenópolis haverá apresentação de 14 atrações musicais conceituadas nos cenários local, nacional e internacional.

Entre os destaques do Figo em Pirenópolis, estão as misturas musicais da América Latina, com a dupla Finlândia, cuja sonoridade traz os ritmos dos países de origem dos músicos – um brasileiro e um argentino; o Fronteiras Imaginárias, formado pelo pianista brasileiro Benjamim Taubkin e o saxofonista colombiano Antônio Arnedo; a Orquestra Contemporânea de Olinda, um dos destaques da nova geração musical brasileira e representante da diversidade sonora do Pernambuco; a cantora e pianista erudita Maíra Freitas, que se aventura pela música popular sob a influência musical de seu pai, Martinho da Vila; e um dos mais importantes septetos tradicionais cubanos do mundo, a Septeto Santiaguero.

O festival

O Figo 2014 é a maior mostra goiana de música com foco em erudito, jazz, blues e instrumental, que abre espaço para a cultura popular. O festival pretende estimular o acesso às produções deste universo musical, formando público, permitindo intercâmbio entre artistas e produtores e incentivando o escoamento de produtos culturais.

O músico goiano Ricardo Leão é um dos destaques da programação e, também, o homenageado desta edição do Figo. Um dos representantes mais fortes e atuantes da cena musical no Brasil, pianista, produtor musical, arranjador e compositor, ele compõe trilhas sonoras para TV, teatro e cinema e tem sua assinatura em cerca de 300 discos.

Após passar por Pirenópolis, o Figo 2014 chega ao Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, no fim de semana de 26 a 28 de setembro.

Veja a programação completa:

Sexta-Feira, 19 de Setembro

18:00 – Local: Performance de Rua – GRUPO EUTERPE
18:50 – Local: Cine Pirineus – EVALDO ROBSON QUARTETO
19:30 – Local: Teatro Sebastião Pompeu de Pina – JORGE LUIZ
20:10 – Local: Cine Pirineus – MUTH LOPES E BANDA
21:00 – Local: Teatro Sebastião Pompeu de Pina – FINLANDIA (BRASIL/ ARGENTINA)
22:00 – Local: Palco Rosário – RICARDO DE PINA QUARTETO
23:00 – Local: Palco Rosário – ORQUESTRA CONTEMPORÂNEA DE OLINDA (PE)

Sábado, 20 de Setembro

18:30 – Local: Performance de Rua – FLOR DE PEQUI
18:50 – Local: Cine Pirineus – JULIO LEMOS E GABRIEL GROSSI
19:30 – Local: Teatro Sebastião Pompeu de Pina – MAÍRA FREITAS (RJ)
20:10 – Local: Cine Pirineus – CHICO CHAGAS
21:00 – Local: Teatro Sebastião Pompeu de Pina – BENJAMIM TAUBKIN E
ANTÔNIO ARNEDO – FRONTEIRAS IMAGINÁRIAS (BRASIL/COLÔMBIA)
22:00 – Local: Palco Rosário – JEFERSON LEITE E TRIO GAVIÃO
23:00 – Local: Palco Rosário – SEPTETO SANTIAGUERO (CUBA)

Orquestra Filarmônica de Goiás faz show de encerramento do Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

Entre as dezenas de atrações que embalam a segunda edição do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), a Orquestra Filarmônica de Goiás foi a eleita para encerrar com chave de ouro a programação, no domingo, dia 28 de setembro, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia.

Em 2014, a Orquestra estreou sua primeira turnê nacional, com cerca de 60 apresentações, que levam ao público algumas obras fundamentais do repertório sinfônico. Para a apresentação no Figo, está programada a participação especial do concertista Cláudio Cruz, violinista e maestro regente convidado, em um programa que inclui clássicos de Mozart e Beethoven. “Foi uma feliz convergência de agendas, pois estou certa de que vamos enriquecer o festival com a Orquestra, e a Orquestra também se enriquece dos valores do festival”, celebra Ana Elisa Santos, superintendente da Filarmônica de Goiás.

Fundada em 2012, a Orquestra Filarmônica de Goiás é composta por alguns dos músicos oriundos da antiga Orquestra de Câmara Goyazes, que teve diversas passagens e participações em importantes cidades e festivais de música de todo o país. Durante a turnê deste ano, eles puderam se apresentar com diferentes espetáculos e a participação de artistas de renome internacional no segmento erudito, como Arnaldo Cohen, José Feghalli e Aylton Escobar.

A superintendente do grupo explica que a música erudita tem a missão de refinar o conhecimento sobre as artes e oferecer uma experiência única ao público. Por causa disso, torna-se ainda mais interessante a participação da Filarmônica no encerramento do Figo 2014, um festival eclético e com espaço para a música clássica, como afirma Ana Elisa.

Música cubana e fado português são destaques na última noite do Figo 2014 em Alto Paraíso

 Texto: Agatha Couto

O Figo 2014 recebeu na noite de sábado, 13, as cantoras Yusa, de Cuba, e Cuca Roseta, de Portugal. As artistas são expoente de seus países e eram atrações muito aguardadas pelo público de Alto Paraíso.

Yusa fez um show misturando novas e antigas composições autorais, acompanhada do músico argentino Quique Ferrari. Com um show interativo e multi-instrumental, Yusa empolgou o público, que acompanhou com palmas e no coro dos covers de Guantanamera, uma das mais célebres canções cubanas, e Outros Bárbaros, de Gilberto Gil. Yusa impressionou o público do festival pela voz marcante e habilidade com o violão, piano e o Três, uma viola cubana típica do campo.

Para encerrar a noite, a cantora portuguesa Cuca Roseta subiu aos palcos com o marcante som do fado, ritmo tradicional de seu país. A cantora agradeceu a acolhida na cidade e disse estar impressionada com o cenário. “Vocês têm sorte de viver em um paraíso como este”, disse Cuca. Com uma voz potente e interpretações emocionantes, ela apresentou canções de sua autoria, como Nos teus Braços e Marcha da Esperança, que fala de como o lamento do fado virou a maior esperança de Portugal.

O Figo 2014 segue agora para mais duas cidades: Pirenópolis, nos dias 19 e 20, e Goiânia, nos dias 26, 27 e 28 de setembro, com atrações como Hermeto Pascoal, Ricardo Leão e Septeto Santiaguero. Toda a programação é gratuita e aberta ao público. O festival é realizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás).

Músicos goianos levam danças folclóricas, jazz e percussão ao Figo 2014

Texto: Agatha Couto

A segunda noite do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), edição 2014, foi aberta pelo grupo popular goiano Caçada da Rainha de Colinas do Sul. Os integrantes da Caçada se dividiram entre o palco, tocando instrumentos populares como a onça e a viola caipira, e o chão, onde os participantes do grupo fizeram com danças típicas uma representação do ritual da Caçada da Rainha. Ao final, os participantes chamaram para dançar o público ainda tímido na Praça do Bambu, local dos shows na cidade.

Em seguida, subiu ao palco a banda Raizama Experimental, que nasceu nas garagens de Alto Paraíso. O show, com composições autorais, foi dedicado ao Cerrado, com imagens da Chapada dos Veadeiros sendo projetadas ao fundo. A banda envolveu o público com solos bem executados de guitarra e encerrou o show com a música Jazz na Varanda.

O Negróide, projeto solo do percursionista goiano Edilson Morais, levou ao Figo 2014 um show com uma mistura de eletrônico, percussão, ritmos africanos e harmonia. Ele apresentou composições próprias e interpretações das músicas O Curupira Pirou, de Lenine, Carlito Marron, de Carlinhos Brown, e Macunaíma, de Clara Nunes.

Músicos brasileiros e argentinos fazem público dançar na 1ª noite do Figo 2014

Texto: Agatha Couto

Na primeira noite do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), edição 2014, os DJs do Sistema Criolina fizeram da Praça do Bambu, local dos shows em Alto Paraíso, uma imensa pista de dança com o projeto Aparelinho, um carrinho de som elétrico e autônomo. O Sistema empolgou o público misturando diversos sons como samba, axé, funk, reggateton e eletrobrega. O carrinho também chamou a atenção pelo visual colorido e iluminado, atraindo a curiosidade de muitas crianças.

No palco principal do evento, os argentinos do Rosario Smowing fizeram um show empolgante desde o início, com uma mistura de swing, ska, jazz, mambo e outros, levando o público a dançar e levantar poeira do chão da Praça. Eles tocaram músicas de seu último álbum, Se Mueve, de seus álbuns anteriores e até a brasileiríssima Aquarela do Brasil.

“Gostamos de sair cantando por aí, é o que nos faz felizes. Esperamos que vocês estejam tão felizes como nós.”, disse o vocalista Diego Casanova. Ao final do show, eles fizeram um pedido ao público: “Não se esqueçam de nós!”.

Com a Praça do Bambu lotada, Renato Borghetti subiu ao palco do Figo 2014 acompanhado de seu acordeon e dos músicos Pedro Figueiredo, na flauta e no sax, Victor Peixoto, no teclado, e Daniel Sá, no violão. Renato agradeceu ao público de Alto Paraíso e disse que “fica fácil tocar em um lugar tão bonito assim”.

Fechado a programação da noite, o show instrumental animou o público com ritmos tipicamente gaúchos, argentinos, uruguaios e nordestinos. O público soltou a voz para acompanhar a execução de músicas como Feliciade, de Lupicínio Rodrigues, Luar do Sertão, Baião e Asa Branca, de Luiz Gonzaga.

Figo 2014 é aberto com apresentação de músicos goianos

Texto: Agatha Couto

A programação oficial do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), edição 2014, foi aberta nesta sexta-feira, 12, na cidade de Alto Paraíso, com a apresentação de músicos goianos e a presença de autoridades na solenidade oficial.

A primeira apresentação na Praça do Bambu, que recebe a programação na cidade, foi a da Camerata de Violões de Alto Paraíso em parceria com a Orquestras de Flautas Paulo de Tarso, grupos musicais da cidade. O público, que começava a chegar ao local, acompanhou com palmas a execução de músicas populares brasileiras como a folia Calix Beto, Anunciação, de Alceu Valença,  Asa Branca, de Luiz Gonaga, Jesus Cristo, de Roberto Carlos, e clássicas, como a 9ª Sinfonia de Beethoven.

Logo depois, o apresentador Juquinha deu início à solenidade oficial de abertura do festival, agradecendo à cidade a calorosa recepção e anunciando que a programação reúne dez atrações musicais em dois dias.

O prefeito de Alto Paraíso, Álan Barbosa, afirmou que a cidade está em festa com a oportunidade de realizar um sonho. “Alto Paraíso não apenas recebeu o Figo, como vestiu a camisa do evento”, disse o prefeito que, em seguida, agradeceu o empenho do Governo de Goiás e da equipe da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás) em levar o festival à cidade.

O secretário de Estado da Cultura, Aguinaldo Coelho, elogiou a comunidade local, que trabalhou muito para que o festival fosse realizado. Para ele, o público vai se surpreender com o alto nível dos músicos locais, nacionais e estrangeiros que tocam no festival. “Interiorizar as ações é permitir que mais pessoas tenham essa vivência“, disse o secretário sobre a realização do evento em Alto Paraíso.

Após a solenidade de abertura, a dupla instrumental goiana Duo Massai abriu a sequência de shows no palco principal da Praça. Com Ricardo Nunes no violão e Jorge Boavista na guitarra, o duo apresentou composições próprias e interpretações de músicas populares brasileiras como Fora Daqui, de Gilberto Gil, e Sina, de Djavan.

Figo 2014 abre espaço para 18 atrações goianas

Texto: Déborah Gouthier

O Festival Internacional de Música em Goiás (Figo) chega a sua segunda edição em 2014 primando pela qualidade musical. Além das atrações nacionais e internacionais, sempre com foco no erudito, jazz, blues e instrumental, o Figo também abre espaço para os talentos regionais, totalizando 18 grupos goianos que se apresentam lado a lado a nomes como Hermeto Pascoal e Septeto Santiaguero.

Por meio de edital público, foram escolhidas doze atrações, divididas entre os palcos de Alto Paraíso, Pirenópolis e Goiânia. A curadoria especializada e independente foi composta pelos seguintes nomes: Luciano Ninomia, vocalista, guitarrista, gaitista e compositor da banda Abluesados; Bororó, que é músico, compositor, arranjador e produtor; Anselmo Guerra, professor da Universidade Federal de Goiás e doutor em Comunicação e Semiótica; e, por fim, o pianista, arranjador e produtor Benjamin Taubkin, que também se apresenta no Figo com o projeto Fronteiras Imaginárias, no dia 20 de setembro.

O edital público para a escolha das bandas definia como critério que os grupos fossem instrumentais, de jazz, blues ou eruditos. Luciano Ninomia ressaltou o mérito dos trabalhos inscritos. “O nosso critério foi a qualidade do material, incluindo a execução, o conjunto, a originalidade, entre outros. Alguns dos grupos nos surpreenderam positivamente pela extrema qualidade”, conta o músico, acrescentando que com um edital, regras claras aos participantes e uma curadoria profissional, a seleção fica amplamente democrática e justa.

Nesse processo, foram escolhidos os grupos Duo Massai, Negróide e Raizama Experimental para as apresentações em Alto Paraíso, nos dias 12 e 13 de setembro. No fim de semana seguinte, em Pirenópolis, os artistas elencados foram Ricardo de Pina Quarteto, Chico Chagas, Jeferson Leite e Trio Gavião, Evaldo Robson Quarteto, Julio Lemos e Gabriel Grossi, Muth Lopes e Banda e Jorge Luiz. Em Goiânia, nos dias 26 e 27, o palco ficará com Assum Trio e Fabiano Chagas Quinteto.

Além destes nomes, se apresentarão também outros seis grupos de atrações regionais, representantes da cultura popular dos municípios que recebem o Figo 2014. Caçada da Rainha de Colinas do Sul, Camerata de Violões de Alto Paraíso de Goiás e Orquestra de Flautas Paulo de Tarso tocam em Alto Paraíso. Em Pirenópolis, os indicados foram o Grupo Euterpe e Flor de Pequi. Por fim, em Goiânia, se apresentam Bake Batuke e Maracatu Alto de Riviera.

Para o membro da curadoria, o fomento à música instrumental e de qualidade feita por meio do Figo é um momento muito interessante. “Não são muitos os espaços que os grupos têm para se apresentar. Com iniciativas como essa, fomenta-se toda a indústria cultural local”, pontua Ninomia.

Gaiteiro Renato Borghetti se apresenta na primeira noite do Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

Você sabe qual foi o primeiro álbum de música instrumental a ganhar um disco de ouro no Brasil? “Gaita-ponto”, lançado na década de 1980 e batizado com o nome do instrumento que acompanha Renato Borghetti desde que ele tinha apenas dez anos de idade. De lá para cá, são 30 anos de carreira, que serão rememorados em show no Festival Internacional de Música em Goiás (Figo).

O músico gaúcho, também conhecido como Borghettinho, é acordeonista, antropólogo, folclorista e artista plástico. É também um dos artistas brasileiros com carreira internacional mais solidificada. Suas primeiras apresentações no exterior foram em 1998 e não pararam mais, com turnês constantes em países como Itália, Croácia e a Áustria, onde Borghetti tem até fã-clube.

Das influências e experiências adquiridas, ele hoje consolida sua música como etnomusic, worldmusic e jazz fusion, sem perder a essência de ritmos como o vanerão, o xote, a milonga e o chamamé. “Como partimos de nossas raízes para uma música mais elaborada, uma coisa mais jazzística, a aceitação é total”, explica o gaiteiro sobre a recepção do público no mundo todo.

É essa mesma vibração que Borghetti traz para o show do dia 12 de setembro, na última atração da noite de abertura do Figo 2014, em Alto Paraíso. Na ocasião, ele se apresentará com a formação em quarteto que o vem acompanhando em suas turnês europeias recentes, com Daniel Sá nos violões, Pedrinho Figueiredo na flauta e sax e Vitor Peixoto nos teclado

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Figo 2014 começa nesta sexta-feira em Alto Paraíso

Vai começar a edição 2014 do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo).

Nesta sexta-feira, 12, e no sábado, 13, a maior mostra goiana de música erudita, jazz, blues e instrumental, que abre espaço para a cultura popular, chega a Alto Paraíso com apresentações gratuitas de artistas nacionais e internacionais.

Realizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás), o Figo 2014 leva a Alto Paraíso o total de dez apresentações artísticas: a portuguesa Cuca Roseta; a cubana Yusa; a banda argentina Rosario Smowing; o gaúcho Renato Borguetti; o brasiliense Sistema Criolina; e os goianos Caçada da Rainha de Colinas do Sul, Raizama Experimental, Negróide, Duo Massai e Camerata de Violões de Alto Paraíso de Goiás junto à Orquestra de Flautas Paulo

No total, o Figo 2014 reúne 33 atrações que se apresentarão nas três cidades sedes desta edição: Alto Paraíso, Pirenópolis e Goiânia. As atrações goianas foram selecionadas por curadoria especializada e independente, formada pelo pianista, arranjador, produtor e curador Benjamim Taubkin; pelo músico, compositor, arranjador e produtor Bororó; pelo vocal, guitarrista, gaitista e compositor da banda Abluesados, Luciano Ninomia; e pelo professor da Universidade Federal de Goiás e doutor em Comunicação e Semiótica, Anselmo Guerra.

O Figo tem como premissa estimular o acesso às produções deste universo musical, formando público, permitindo intercâmbio entre artistas e produtores e incentivando o escoamento dos produtos culturais.

Homenageado
O Figo 2014 é dedicado ao músico goiano Ricardo Leão, um dos representantes mais fortes e atuantes da cena musical no Brasil. Pianista, produtor musical, arranjador e compositor, ele compõe trilhas sonoras para TV, teatro e cinema e tem sua assinatura em cerca de 300 discos.

Pirenópolis e Goiânia
A extensa lista de artistas que vão se apresentar no festival se divide entre as três cidades do Figo 2014, com dois dias de programação também em Pirenópolis, nos dias 19 e 20, e de 26 a 28, em Goiânia, no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

Veja aqui a programação completa.

 

Goiânia recebe sonoridade única de Siba e a Fuloresta no Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

Ciranda, maracatu de baque solto, coco e frevo. A música regional da Mata Norte, no Pernambuco. Estética incomparável, sonoridade singular. Esses são os únicos rótulos em que se encaixam no grupo Siba e a Fuloresta, que se apresenta pela primeira vez em Goiânia dentro da programação do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), no próximo dia 27 Siba é considerado um dos principais mestres da nova geração da ciranda e do maracatu. Em 2002, ele se reuniu com um grupo de músicos tradicionais da pequena cidade de Nazaré da Mata (PE), para formar a Fuloresta. A banda teve seu primeiro disco lançado no ano seguinte, seguido de turnês europeias entre 2004 e 2009 e um segundo disco, com a participação de artistas como Céu e Fernando Catatau.

Atualmente, eles só se reúnem para apresentações especiais, como essa preparada para o Figo 2014. “A banda desenvolveu uma linguagem única de trabalhar junto e é como se fossemos um corpo vivo, que é maleável, vai adquirindo novos órgãos e jogando outros elementos fora”, explica o músico, acrescentando que o show da Fuloresta é uma história contada ao vivo.

Siba está em período de gravação do seu próximo disco solo, que deverá ser lançado perto do Carnaval de 2015. Ele explica que os anos de estrada vão gerando uma evolução musical e uma renovação, mesmo quando se trata de uma estética específica como é o caso da banda. “Você não vai encontrar outro som como o do grupo, porque ele é muito específico e representativo do lugar de onde vem. A Fuloresta se propõe a divulgar esses ritmos e representá-los de forma didática, mas isso não exclui a renovação e a criação em cima dessa estética.”

Sobre os gêneros em que se encaixa a sonoridade do grupo, Siba é enfático ao afirmar que, na atualidade, os rótulos não dão mais conta da produção musical. “Existe uma forte carga estereotipada dos gêneros regionais, mas não é mais possível territorializá-los.” Como exemplo, o músico cita o jazz e o blues, que podem ser produzidos em qualquer lugar e diversas formas, e não mais só pelos norte-americanos.

“A diversidade musical no país e no mundo está muito mais visível agora. Acho que esse diálogo é fundamental e, por isso, é tão importante que esteja sendo realizado um festival como o Figo”, conclui.

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Fotos: Divulgação

Fronteiras Imaginárias traz Benjamim Taubkin e Antonio Arnedo ao Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

No sábado, dia 20 de setembro, Pirenópolis recebe seu segundo dia do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo) na cidade. Uma das atrações da noite, que também traz Maíra Freitas e o Septeto Santiaguero, é o projeto Fronteiras Imaginárias – uma bela reunião entre o saxofonista colombiano Antonio Arnedo e o brasileiro Benjamim Taubkin no piano.

O show é mais uma das atrações do festival, que prestigia os talentos e a fusão musical internacional. O Fronteiras Imaginárias é uma dessas experiências de integração e intercâmbio cultural, que começou ainda em 2005, por meio do América Contemporânea, um coletivo de músicos de sete países da América do Sul, que recebeu a gratificante visita do colombiano Antonio Arnedo, em um show em São Paulo. Desde então, os encontros musicais entre Taubkin e Arnedo foram contínuos. Eles então se juntaram ao baterista Sérgio Reze e ao baixista João Taubkin, com quem gravaram um disco previsto para ser lançado ainda neste ano, com quatro composições do colombiano e duas do brasileiro.

Taubkin é pianista, arranjador, compositor e produtor musical com trabalhos solos e em orquestras sinfônicas e vem se apresentando regularmente em festivais e centros culturais ao redor do mundo. No projeto Fronteiras Imaginárias, que tem o selo de sua gravadora e produtora Núcleo Contemporâneo, ele teve a oportunidade de aliar seu talento ao de Arnedo, pioneiro na Colômbia por seu trabalho de exploração de velhos ritmos populares do Pacífico e da Costa Atlântica, do interior andino e das comunidades indígenas, numa integração completa ao conceito do jazz.

Em Pirenópolis, no espetáculo que será realizado no Teatro Sebastião Pompeu de Pina, eles terão a chance de apresentar a Goiás o que vem pela frente no álbum prestes a ser lançado, além das misturas e influências de seus países de origem.

 

Argentinos da Escalandrum são atração do Figo 2014 em Goiânia

Texto: Déborah Gouthier

Um sexteto argentino, de música instrumental e cujo fundador é neto do reinventor do tango, Astor Piazzolla. Em 1999, Daniel “Pipi” Piazzolla quis montar um grupo capaz de englobar a cor de sua Argentina de origem ao jazz contemporâneo. Assim se formou o Escalandrum, atração do último fim de semana do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), edição 2014.

O nome do grupo reflete um tanto da originalidade que embala a som das composições do sexteto. Escalandrum é a mistura da palavra escalandrún, um tubarão que Daniel pescava em uma tradição familiar, e drum, que significa tambor em inglês. Apesar da forte influência musical herdada do avô, o grupo segue em uma carreira sólida e ativa, norteada pela criatividade. Os resultados são os melhores possíveis: oito discos lançados; turnês em cerca de 40 países em todo o mundo; uma indicação ao Grammy Latino em 2012; os títulos de melhor álbum do ano e melhor álbum de jazz para o disco Vértigo, pelo prêmio Gardel de 2014, que também os premiou com o Gardel de Ouro, pela trajetória.

É um pouco dessa carreira de sucessos que o sexteto traz para o Figo 2014, em um show que tem espaço para o processo criativo e todo o talento dos integrantes. “A música está escrita, mas também há espaço para a improvisação, para a expressão do momento. O Escalandrum se move, muda”, explicam. Além de Daniel Piazzolla, que assume a bateria, o grupo é composto por Nicolas Guerschberg no piano e composições, Mariano Sivori no contrabaixo, Gustavo Musso no sax alto e soprano, Damian Fogiel no sax tenor e Martin Pantyrer no sax barítono.

No Figo 2014, o grupo argentino se apresenta no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, no dia 26 de setembro. O show antecede uma apresentação histórica que está sendo preparada para o dia 02 de outubro, no Teatro Coliseo, em Buenos Aires, quando o Escalandrum celebra seus 15 anos de carreira.

 

 

Música cubana do Septeto Santiaguero é destaque do Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

A cidade de Pirenópolis recebe no dia 20 de setembro um dos mais importantes septetos tradicionais cubanos, o Septeto Santiaguero. O grupo é parte da programação que integra o Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), edição 2014, e se apresenta com o show de seu sétimo álbum Vamos pa’la fiesta, o segundo deles a vencer o Grammy Latino de melhor álbum de música popular tradicional.

O grupo, fundado ainda em 1995, é composto por Fernando Dewar, Inocencio Chencho Heredia, Giraldo Bravo, Rudens Matos, Dairon Robert, Alberto Castellanos e Alain Dragoní, responsáveis pelo som contagiante e no ritmo da autêntica música cubana. Eles chegam ao Figo depois de turnês pela Europa e por toda América, por onde deixaram canções nas paradas de sucesso da Espanha ao Peru, passando pelos Estados Unidos e o Brasil.

No repertório, eles trazem os sucessos e os diferentes caminhos da música popular em Cuba, enfatizando os aspectos musicais mais tradicionais, mas dando espaço também aos artistas contemporâneos. O que não pode faltar? Son cubano e guaracha – dois ritmos dançantes, alegres e picantes que são a marca registrada do Septeto Santiaguero.

Uma sonoridade poderosa é defendida ardentemente nos shows do grupo, que se apresenta sempre primando pela referência da música cubana, mas tendo como base o “respeito pelo bom gosto universal”, como eles mesmos definem. Com uma elegância cênica única, os arranjos de dança do grupo são um ponto a mais na apresentação que promete deixar o público do festival impressionado e com vontade de dançar.

 

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Foto: Divulgação

Duo sul-americano Finlandia se apresenta em Pirenópolis no Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

Tango e bossa nova. Córdoba e São Paulo. Violoncelo e acordeão. O duo Finlandia tem uma combinação afinada e com uma marcante sonoridade sul-americana, até então, pouco conhecida fora de seus países de origem. Maurício Candussi, o argentino, e Raphael Evangelista, o brasileiro, aterrissam em Pirenópolis para o Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), no dia 19 de setembro, e trazem na bagagem os frutos de mais uma turnê mundial.

O som do duo Finlandia é uma mistura de huayno, baião, saya e afoxé, mesclado a elementos contemporâneos tocados com violoncelo, acordeão, teclado, sons eletrônicos e coros de vozes. Com quatro discos já lançados, o show no Figo será um dos primeiros na etapa brasileira da turnê do último álbum, Dale, que dialoga com os quatro cantos do mundo através da participação de músicos japoneses, russos e brasileiros, como Fernanda Porto e Curumin.

Mas, no palco, o espetáculo é só dos dois. Candussi e Evangelista foram indicados ao projeto londrino Sofar Music e para o cast da agência francesa VO Music, que tem entre seus integrantes João Bosco e Esperanza Spalding. No show preparado para ser apresentado em Goiás, eles trazem um espetáculo intenso e vibrante que conta um pouco do repertório vivenciado por eles durante toda a carreira e que levou a MTV Brasil a identificá-los como “o duo que vale por mil”.

Sobre o festival, eles publicaram em sua página oficial no Facebook que estavam muito felizes em poder participar do “belo Figo, junto a artistas geniais como Hermeto Pascoal, Siba e a Fuloresta e a Orquestra Filarmônica de Goiás”.

Veja o clipe lançado há poucos dias:

 

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Orquestra Contemporânea de Olinda traz ritmos do Pernambuco ao Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

O Pernambuco aterrissa em Goiás no dia 19 de setembro. O fôlego, o ritmo e a alegria da Orquestra Contemporânea de Olinda prometem tirar todo mundo para dançar no show que encerra a primeira noite do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo) em Pirenópolis. A apresentação, que o grupo mesmo define como “quente e dançante” vem sendo realizada por todo o país e traz músicas dos dois discos produzidos pela banda.

A Orquestra, também conhecida pela sigla OCO, se apresenta pela primeira vez no Estado, tendo tocado apenas uma vez na região Centro-Oeste, em Brasília. “É uma satisfação enorme podermos divulgar nosso trabalho na região. Por isso, a expectativa é de diversão! Queremos que Pirenópolis se divirta com a gente, conheça a OCO no palco e depois espalhe nossa música por aí”, explica Gilú Amaral, percussionista e idealizador do grupo.

Sobre Pirenópolis, Amaral e Juliano Holanda, guitarrista e arranjador da OCO, contaram que adorariam poder visitar as reservas ecológicas e tomar banho de cachoeira, mas que, infelizmente, a passagem pela cidade será muito rápida. “Mas nada impede de experimentarmos a culinária local, como os doces e o arroz com pequi”, brincam.

Parte da programação do Figo 2014, a Orquestra Contemporânea de Olinda possui dez integrantes em sua formação, que inclui elementos marcantes como a rabeca e muita percussão. Eles estão na estrada desde 2008 e tiveram seu primeiro álbum indicado ao Grammy Latino. No ano passado, completaram a quarta turnê internacional. A promessa é de um terceiro disco a ser lançado ainda este ano, mantendo a proposta de levar ao público uma “música que toca lá dentro e desperta aquela vontade da gente ser feliz”.

É nessa mesma tendência que eles planejam o show em Goiás. “A expansão e difusão da boa música é muito importante, ainda mais para grupos como o nosso, que têm um trabalho independente. Tocar fora do eixo Rio-São Paulo, formar novos públicos, esse é o nosso foco”, conta Gilú Amaral. “Por isso, estamos agradecidos e honrados por fazer parte da programação do Figo 2014.”

OCO_PraFicar_foto_TiagoCalazans_3 Foto: Tiago Calazans
OCO_foto_BetoFigueiroa_3 Foto: Beto Figueroa
OCO_foto_BetoFigueiroa_2 (1)Foto: Beto Figueroa
OCO_foto_BetoFigueiroa_1Foto: Beto Figueroa
OCO_PraFicar_foto_TiagoCalazans_4Foto: Tiago Calazans

 

“Mande avisar o povo goiano que nós vamos arrasar”, diz Hermeto Pascoal

Texto: Déborah Gouthier
No dia 22 de junho de 1936 ele fez seu primeiro som pelo mundo. E nunca mais parou. Para ele, tudo é argumento para música: um cano de mamona de abóbora vira pífano, chaleira vira percussão, suspiro vira poesia. Hermeto Pascoal é o mago da música brasileira e chega a Goiânia no dia 26 de setembro para transformar o Festival Internacional de Música em Goiás (Figo) em seu grande caldeirão.

“Mande avisar o povo goiano que nós vamos arrasar e fazer um som bonito, se Deus quiser”, promete Hermeto, animado com a possibilidade de tocar na capital goiana depois de tantos anos. “Minha família é o público. Ele é a razão das coisas que o Hermeto faz. Me inspiro neles. Para cada um da plateia eu escuto uma imagem, vejo uma cor diferente, por isso é uma emoção quando vou tocar em qualquer lugar. Mas quando demoro a tocar, a emoção é ainda maior. Como em Goiânia, que eu sinto agora como se nunca tivesse ido”, declara.

Pensando nisso, o poli-instrumentista, que é sucesso no mundo inteiro, preparou um repertório especial para o público do Figo 2014. Ele explica que serão apresentados sucessos de toda a sua carreira, mas também algumas músicas novas, que entram de improviso, conforme a vontade e a sensação dos músicos.

“Tem algumas músicas de peso que nós sempre temos que tocar, porque o público muda e quer ouvir aquilo. Mas cada vez que a gente toca é de uma maneira, os dias e os lugares mudam, então, a interpretação também”, explica Hermeto.

 

“As músicas são seres para mim, elas falam comigo. Antes do show tem uma lista, mas vamos mudando conforme as lembranças, colocando uns solos e improvisos.”

Questionado sobre sua opinião a respeito da realização de um festival com foco na música erudita, jazz, blues e instrumental, Hermeto Pascoal sugere que, em sua próxima edição, o Figo venha a se chamar “festival salada mista”, por se tratar de música universal e para todos os públicos.

Ele conta que já participou de festivais musicais em todo o mundo, e que a música que mais emociona é sempre a brasileira. “Qualquer frevo é mais lindo do que qualquer blues. Os americanos assistem ao meu show, olham a gente tocando chaleira e choram de emoção. Então, os festivais têm que chamar o público e os artistas de todo o mundo para mostrar isso mesmo, essa produção musical linda que nós temos.”

Hermeto Pascoal - 1 foto Rique Barbo  Hermeto Pascoal - 2 foto Aloízio Jordão  Hermeto Pascoal - foto Aloízio Jordão  Hermeto Pascoal - foto Rique Barbo  Hermeto Pascoal - 1 foto Aloízio Jordão

Sistema Criolina leva DJs para ruas de Alto Paraíso no Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

Do desejo de ocupar as ruas com música, arte e diversão, surgiu o Projeto Aparelinho – um carrinho elétrico e autônomo, equipado com gerador próprio e sistema de som, e empurrado por DJs. A ideia, desenvolvida pelo Sistema Criolina, tomou conta do último Carnaval de Brasília, sua terra natal, e chega agora a Alto Paraíso para o Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), edição 2014.

Desde 2005, o Sistema Criolina promove ações culturais na Capital Federal, com projetos que vão desde shows de bandas independentes a oficinas educativas e até um bloco de carnaval.

Em 2012, eles levaram para a rua o Aparelinho, que arrastou centenas de foliões com sua proposta que tem tudo a ver com a cara da cidade: “moderno e multicultural”, como os próprios produtores definem. “Os DJs e foliões vão empurrando e levando alegria por onde quer que passem.”

“O projeto é uma forma de o Sistema Criolina não depender de absolutamente mais nada para fazer a festa, a não ser o público que sempre acompanha o nosso bloco. Fazemos parte de uma revitalização de Brasília, onde cada vez mais há um interesse coletivo em transformar a cidade e levar arte e cultura para todos os cantos”, conta o baterista Rodrigo Barata, um dos responsáveis pelo projeto.

No último Carnaval, o projeto teve cerca de cinco mil pessoas participando do bloco e até uma jam session com músicos tocando junto com o Aparelinho. “A possibilidade de levar o público te seguindo dançando e chegar a outros lugares é muito instigante!”, relembra o produtor.

Agora, pela primeira vez fora do Distrito Federal, o projeto trará os DJs Pezão e Oops para animar os intervalos entre os shows do primeiro dia do Figo 2014, a sexta-feira, 12 de setembro. Os músicos já conhecem a região de Alto Paraíso e, por isso, estão animados para a oportunidade. “Estar com o Aparelinho em um lugar como esse é uma possibilidade que já havíamos pensado e estar concretizando agora é uma beleza! Ainda mais dentro de um festival como o Figo, com artistas que admiramos e curtimos o trabalho”, declara Barata.

“Nossos sets são muito instrumentais, desde sons modernos até referências mais antigas. Levantamos a bandeira da música instrumental, curtimos esses improvisos musicais que estão presentes no jazz. E é muito importante que existam festivais assim, ainda mais na rua, onde podem atrair pessoas que não estão tão acostumadas a essas sonoridades”, conclui o baterista.

Swing de Rosario Smowing embala primeira noite do Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

Uma rockbigband que recria a música das décadas de 1940 a 1960 com elementos de ska, jazz, mambo, rockabilly, dixie, tango e bolero. Essa combinação impecável é a fórmula de Rosario
Smowing, banda argentina que se apresenta nesta edição do Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), no primeiro dia de apresentações em Alto Paraíso.

Já com 14 anos de trabalho e várias turnês internacionais pelo caminho, o grupo da cidade de Rosario, na Argentina, é uma das grandes esperadas para o Figo 2014. E o que eles prometem para o festival? “Fazer todo mundo dançar da primeira até a última música”, como explica Diego Casanovas, cantor e trompetista da banda.

Eles já tocaram com os curitibanos da Namastê e com os brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju, em shows realizados nos dois países, com grande sucesso de público e no que eles mesmos definem como uma “experiência enriquecedora”. A realização deste show, no dia 12 de setembro, em Goiás, é um ponto a mais e muito mobilizador na experiência de Rosario Smowing, que já está há quase quatro anos sem tocar no Brasil. Eles pretendem, por isso, aproveitar o show para passar por toda a discografia da banda e ainda adiantar algumas das músicas que integram o próximo álbum, previsto para ser lançado no início de 2015.

A mistura de ritmos que define o grupo argentino é também uma característica forte do próprio Figo 2014. “A banda é basicamente eclética e passeia por quantos estilos nós quisermos, sem respeitar nenhuma forma pronta. De todo modo, podemos dizer que Rosario Smowing não é uma banda de swing, mas uma banda com swing”, define o trompetista.

Casanova acredita que é justo e necessário, tanto para o público quanto para os artistas, que o festival seja destinado a músicos variados e de qualidade. “Por isso, insisto que é muito agradável para Rosario Smowing fazer parte dessa grade”, argumenta.

Rosario Smowing - divulgação 1 (1) Rosario Smowing - divulgação 2 Rosario Smowing - divulgação 3 (1)Rosario Smowing - divulgação (1)Fotos: Divulgação
París 3 (Ph Sebastián Santana) Foto: Sebastián-Santana
Rosario Smowing (Ph Lorenzo Sbrenna) Foto: Lorenzo Sbrena
Rosario Smowing (Ph Cecilia Córdoba)Foto: Cecilia Córdoba

Maíra Freitas apresenta samba tecnológico no Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

Maíra Freitas é a combinação perfeita de samba e música erudita. Pianista, cantora e arranjadora, ela se formou em música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas sua força musical veio desde o DNA: a jovem é a filha mais nova de Martinho da Vila e irmã de Mart’nália. No próximo dia 20 de setembro, ela vem ao Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), em Pirenópolis, mostrar o quanto faz jus à boa genética.

Maíra estreou como cantora em disco do pai e é figura presente nos shows da irmã. Mas foi em seu disco solo que apresentou vasto e rico repertório, que vai de Chico Buarque a Noel Rosa, além de canções de autoria própria, como Corselet e Se Joga. É esse mesmo trabalho que ela irá apresentar na edição do Figo 2014.

“É um show piano, voz e bateria – uma formação um pouco inusitada, mas que eu gosto muito e que tenho trabalhado bastante”, conta a cantora. “Gosto de misturar tendências e vertentes musicais diversas, usando a tecnologia. Neste show vou misturar sons de piano e teclado, fazendo loops ao vivo. É um samba tecnológico, por assim dizer.”

O show de Maíra Freitas será realizado no Cine Pireneus, na cidade de Pirenópolis, na primeira apresentação da artista com seu trabalho solo em Goiás. Por causa disso, ela se diz ansiosa pela oportunidade e com as melhores expectativas possíveis. “Nunca fui a Pirenópolis e todos me dizem que o lugar é lindo! Quero muito poder aproveitar um pouquinho da cidade”, declara a cantora, que já teve a oportunidade de se apresentar em países como a Alemanha, Estados Unidos, Argentina e Canadá.

Questionada sobre a realização de um festival como o Figo, com foco na música erudita e instrumental, Maíra foi enfática. “A música brasileira é muito rica e plural. E, às vezes, esse tipo de música fica um pouco de lado, especialmente fora do eixo Rio-São Paulo. Eu gostaria muito que tivessem mais festivais como esse por todo o Brasil”, afirma a cantora, argumentando que a música tem que chegar a todas as pessoas.

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