Sistema Criolina leva DJs para ruas de Alto Paraíso no Figo 2014

Texto: Déborah Gouthier

Do desejo de ocupar as ruas com música, arte e diversão, surgiu o Projeto Aparelinho – um carrinho elétrico e autônomo, equipado com gerador próprio e sistema de som, e empurrado por DJs. A ideia, desenvolvida pelo Sistema Criolina, tomou conta do último Carnaval de Brasília, sua terra natal, e chega agora a Alto Paraíso para o Festival Internacional de Música em Goiás (Figo), edição 2014.

Desde 2005, o Sistema Criolina promove ações culturais na Capital Federal, com projetos que vão desde shows de bandas independentes a oficinas educativas e até um bloco de carnaval.

Em 2012, eles levaram para a rua o Aparelinho, que arrastou centenas de foliões com sua proposta que tem tudo a ver com a cara da cidade: “moderno e multicultural”, como os próprios produtores definem. “Os DJs e foliões vão empurrando e levando alegria por onde quer que passem.”

“O projeto é uma forma de o Sistema Criolina não depender de absolutamente mais nada para fazer a festa, a não ser o público que sempre acompanha o nosso bloco. Fazemos parte de uma revitalização de Brasília, onde cada vez mais há um interesse coletivo em transformar a cidade e levar arte e cultura para todos os cantos”, conta o baterista Rodrigo Barata, um dos responsáveis pelo projeto.

No último Carnaval, o projeto teve cerca de cinco mil pessoas participando do bloco e até uma jam session com músicos tocando junto com o Aparelinho. “A possibilidade de levar o público te seguindo dançando e chegar a outros lugares é muito instigante!”, relembra o produtor.

Agora, pela primeira vez fora do Distrito Federal, o projeto trará os DJs Pezão e Oops para animar os intervalos entre os shows do primeiro dia do Figo 2014, a sexta-feira, 12 de setembro. Os músicos já conhecem a região de Alto Paraíso e, por isso, estão animados para a oportunidade. “Estar com o Aparelinho em um lugar como esse é uma possibilidade que já havíamos pensado e estar concretizando agora é uma beleza! Ainda mais dentro de um festival como o Figo, com artistas que admiramos e curtimos o trabalho”, declara Barata.

“Nossos sets são muito instrumentais, desde sons modernos até referências mais antigas. Levantamos a bandeira da música instrumental, curtimos esses improvisos musicais que estão presentes no jazz. E é muito importante que existam festivais assim, ainda mais na rua, onde podem atrair pessoas que não estão tão acostumadas a essas sonoridades”, conclui o baterista.

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